
A Câmara Municipal de Santo Tirso aprovou ontem, em reunião do executivo, o Relatório e Contas de 2025. O documento foi aprovado com os votos favoráveis dos eleitos pelo PS e os votos contra do PSD.
O presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso (PS), Alberto Costa diz que “o resultado económico agora apresentado deve ser lido não como uma surpresa, nem como um desvio, mas, acima de tudo, como a concretização de um caminho que foi antecipado e assumido perante a população”. Em 2025, o Município arrecadou menos receita fiscal, consequência direta da redução do IMI, da Derrama e do IRS. Essa redução teve um impacto direto: menos receita para o Município, mas mais rendimento disponível para as famílias e maior capacidade para as empresas.
Para Alberto Costa, “continuamos a gerir com rigor, responsabilidade e transparência – e sem nunca comprometer o futuro”, acrescentando que, assim, tem sido possível “aliviar a carga fiscal, reforçar o investimento, apoiar as freguesias e as IPSS e proteger as famílias e as empresas”.
Opinião contrária tem o PSD. Ricardo Pereira, Presidente da concelhia social democrata é muito crítico: ” Os munícipes estão a pagar mais, mas aquilo que recebem em troca é uma gestão cada vez mais desequilibrada e menos sustentável. Estamos perante uma opção clara: gastar hoje sem garantir como se vai pagar amanhã. E isso não é gestão e muito menos boa; é empurrar o problema para o futuro”.
A chamada de atenção incide ainda sobre o crescimento da despesa municipal, que aumentou mais de 26%, representando um acréscimo superior a 11 milhões de euros num único ano. Segundo o PSD, este aumento está a ser suportado à custa da redução significativa da tesouraria municipal, que caiu 8,2 milhões de euros num ano: “O Município está a consumir reservas acumuladas ao longo de anos para esconder um desequilíbrio crescente. A questão é simples: o que vai acontecer quando essa almofada desaparecer”, questionou o responsável.
Para o vereador laranja, as contas refletem “despesismo, imediatismo e um evidente pendor eleitoralista”, deixando um alerta direto à população: “Importa perguntar aos munícipes se este é o caminho que querem para Santo Tirso, ou se exigem mais rigor, mais transparência e mais respeito pelo dinheiro público. O dinheiro público é sagrado!”
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