
Alguns moradores da zona do Vale do Leça criaram um movimento cívico para contestar a reativação e ampliação da Pedreira do Lajedo, em Monte Córdova. Foi lançada também uma petição pública que “exige” o “encerramento definitivo” da referida pedreira.
Segundo a petição os problemas destes trabalhos são muitos e estão devidamente elencados.
Durante décadas, os moradores sofreram com explosões que rachavam paredes e projetavam pedras sobre telhados, com o ruído, o pó, a pressão sobre os solos e a água com impactos ambientais e de saúde que nunca foram verdadeiramente reconhecidos. A exploração parou, mas agora querem reativá-la recorrendo a processos de legalização que se têm revelado, no mínimo, estranhos.
A devastação já começou.
Em 2024, foi executada uma terraplanagem de cerca de 4 hectares, parte deles em plena Reserva Ecológica Nacional (REN). Árvores autóctones foram destruídas, incluindo sobreiros protegidos por lei. As obras avançaram sem qualquer autorização. A CCDR-N e o SEPNA confirmaram as irregularidades, mas as consequências não são até hoje conhecidas.
As linhas de água foram desviadas, deixando casas sem o seu abastecimento tradicional. Águas pluviais misturadas com resíduos de construção e alcatrão escorrem hoje para o Rio Leça, muito perto da sua nascente e das emblemáticas Quedas de Água da Fervença, numa zona de grande valor ecológico, turístico e patrimonial.
Este é um problema ambiental com provas à vista e também um trauma coletivo reaberto. Há pessoas a viver muito perto da pedreira.
A petição pode ser vista em https://peticaopublica.com/mobile/pview.aspx?pi=pedreiralajedonao
Foi também criado um grupo de facebook intitulado “O que se passa na Pedreira de Lajedo?”: https://www.facebook.com/groups/966022328936913
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