
O Bloco de Esquerda (BE) denunciou aquilo que considera ser mais um caso de “abuso do interesse privado sobre o interesse público”, apontando responsabilidades a uma empresa privada no processo de reativação e ampliação de uma pedreira em Monte Córdova.
Num comunicado enviado às redações, é referido que a empresa terá decidido fechar um caminho público utilizado pela população local, alegando que o mesmo é da sua propriedade. O caso veio a público depois de ter sido denunciado por um movimento cívico da freguesia que se tem manifestado contra o projeto.
Para o BE, a possibilidade de impedir o acesso da população a esse caminho constitui mais um exemplo de falta de controlo e de intervenção por parte das entidades competentes.
A freguesia de Monte Córdova conta com cerca de quatro mil habitantes e várias habitações encontram-se nas imediações da pedreira. De acordo com o partido, a população ainda se recorda dos impactos da anterior exploração, que incluíram detonações responsáveis por fissuras em casas, níveis elevados de ruído, presença de poeiras no ar, pressão sobre os recursos hídricos e possíveis consequências para a saúde pública.
O Bloco de Esquerda alerta também para sinais de que a empresa poderá vir a desenvolver atividades relacionadas com derivados de cimento, situação que, segundo o partido, poderá aumentar os riscos ambientais e sanitários. A eventual reativação da exploração junto da nascente do Rio Leça é descrita como um possível “crime ambiental”.
Perante este cenário, o BE exige uma tomada de posição clara por parte da autarquia e defende que o município utilize todos os meios ao seu dispor para travar a reativação e expansão da pedreira. O partido recorda ainda que o município integra um protocolo intermunicipal destinado à proteção do rio Leça.
No mesmo comunicado, o partido expressa apoio à posição da autarca Andreia Correia, que admitiu recorrer à figura jurídica da usucapião — mecanismo legal que permite a aquisição de propriedade através da utilização prolongada de um bem.
O Bloco de Esquerda garante que continuará atento ao desenvolvimento do processo e reafirma o seu apoio à população local e ao movimento cívico que contesta o projeto.
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