
O Tirsense despediu-se da Taça de Portugal de forma inglória, este sábado, ao ser eliminado pelo Mafra no desempate por grandes penalidades, depois de uma longa batalha que terminou empatada a duas bolas no final dos 120 minutos.
A deslocação a Mafra colocava pela frente ao conjunto de Santo Tirso um adversário de um escalão superior, mas essa diferença não se fez sentir no relvado. O Tirsense apresentou-se competitivo, organizado e determinado, levando o encontro até ao limite e obrigando o Mafra a sofrer para continuar em prova.
Chico Sousa colocou o Tirsense na frente do marcador, dando expressão à boa entrada dos visitantes. A formação tirsense mostrou personalidade perante um adversário com outros argumentos e não abdicou de procurar discutir o resultado.
O Mafra acabaria por responder, mas o Tirsense manteve-se na discussão do encontro. Já numa fase posterior da partida, Vasco Paciência voltou a colocar os homens de Santo Tirso em posição de discutir a eliminatória, num jogo que se prolongaria para além dos 90 minutos.
Com o empate a duas bolas a manter-se durante o prolongamento, foram necessários os penáltis para encontrar o vencedor. E foi aí que o Tirsense acabou por ficar pelo caminho, numa decisão particularmente cruel depois de 120 minutos de enorme entrega.
Apesar da eliminação, a prestação em Mafra deixa uma nota positiva para a equipa de Santo Tirso. Frente a um adversário de escalão superior, o Tirsense mostrou capacidade para competir, marcou dois golos e levou a eliminatória até ao derradeiro momento.
Fica, assim, o sabor amargo de uma eliminação nos penáltis, mas também a demonstração de que os jesuítas foram capazes de discutir a eliminatória até ao último instante.