
Já avançou a primeira fase da intervenção de requalificação da frente ribeirinha de Santo Tirso. A demolição da antiga unidade industrial FXT, conhecida como Fábrica do Malhado, é o primeiro passo.
A empreitada, com um investimento de cerca de 150 mil euros, permitirá remover a estrutura industrial sem utilização localizada junto ao rio Ave e à estação ferroviária de Santo Tirso, criando condições para desimpedir cerca de 160 metros da margem do rio e projetar a continuidade do percurso pedonal e ciclável até à estação ferroviária.
A intervenção integra uma estratégia mais ampla de requalificação urbana, ambiental e paisagística da frente ribeirinha da cidade, que tem como principais objetivos reforçar a estrutura ecológica das margens do rio Ave, melhorar as condições de mobilidade e acessibilidade naquela zona urbana e promover uma relação mais próxima entre a cidade e o rio.
Entre as principais metas definidas encontra-se a continuidade do percurso pedonal ao longo das margens do Ave até à Fábrica de Santo Thyrso, assegurando uma ligação mais qualificada entre equipamentos, espaços verdes, zonas de recreio e percursos pedonais e cicláveis. A proposta pretende consolidar uma rede contínua de espaço público, incentivando modos de mobilidade e potenciando a utilização das margens ribeirinhas por parte da população.
O projeto contempla uma forte componente de valorização ambiental, através da redução das áreas impermeabilizadas, da renaturalização de zonas adjacentes ao rio e da criação de novos espaços verdes de fruição pública. A intervenção permitirá reforçar a estrutura ecológica municipal e melhorar a integração paisagística da frente ribeirinha, promovendo uma utilização mais sustentável e qualificada deste território.
Ao nível da mobilidade, está prevista a reformulação da Rua do Rio Ave, com o objetivo de melhorar os acessos à estação ferroviária e reforçar a circulação rodoviária transversal entre as duas pontes da cidade. A proposta inclui a reorganização do estacionamento e a criação de melhores condições de intermodalidade, promovendo uma articulação mais eficiente entre os diferentes modos de transporte.
A requalificação prevê, ainda, a criação de novos espaços públicos destinados ao lazer e à dinamização cultural, incluindo áreas de estadia e zonas de apoio ao percurso pedonal, contribuindo para a valorização e vivência da frente ribeirinha.